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Cineclube Sabotage

O Programa Cineclube Sabotage tem como proposta realizar ações e projetos que visam o acesso à produção cinematográfica brasileira do circuito não comercial. O Programa busca a construção de uma cultura de cinema articulada à educação para direitos humanos e a escolha de seu nome é uma homenagem ao Rapper Sabotage, primeiro do movimento Hip Hop a atuar no cinema nacional, participando de filmes como O Invasor (2002) e Carandiru (2003).

A história do Cineclube Sabotage é anterior à gestão da Oficina de Imagens – Comunicação e Educação. No ano de 2006, projetos relacionados a cinema e audiovisual, tais como Comunidade em Cena e Cidadãos Planetários, tiveram inicio no bairro Taquaril, em parceria com militantes jovens e do movimento Hip Hop dos moradores do bairro. O grupo, muito engajado e fã do Rapper Sabotage a partir de sua experiência no Cinema, criou em 2009 o Cineclube Sabotage, projeto que contava com um suporte conceitual do Centro de Referência Hip Hop Brasil. A ideia era arrecadar fundos com a bilheteria do cineclube e destinar estes fundos à família do Sabotage, mas as sessões sempre aconteceram gratuitamente.

 

Nesse mesmo ano, a Oficina de Imagens desenvolvia o projeto Comunica Escola, na Escola Municipal Alcida Torres, também no bairro Taquaril. Por meio dessa ação, a ONG teve contato com o jovem rapper Blitz, uma liderança do bairro. A partir desse encontro, as sessões do Cineclube Sabotage passaram a acontecer na Escola Municipal Alcida Torres, através do projeto Comunica Escola, realizado em parceria com a UNICEF e Bristsh Telecom “Lei de incentivo”. O projeto consistia na realização de sessões de cinema comentadas no espaço da escola para estudantes de ensino fundamental, médio e turmas de EJA.

“O Cineclube na Escola foi uma amarração minha juntamente com a Oficina de Imagens, pelo fato de que na ocasião eu trabalhava no Escola Integrada, tinha os meus alunos que foram inseridos no projeto e se formou a primeira equipe do Cine.” Júnio Marques (Rapper Blitz do Crime Verbal)

As sessões do Programa realizadas na Escola Municipal Alcida Torres aconteceram até o ano de 2014, chegando a cerca de 400 sessões exibidas e 13.000 pessoas envolvidas. Entre os anos de 2013 e 2015, o projeto realizou a ação Cineclubes em Conexão, criando um Guia de Cineclubismo e Educação em Minas Gerais, visando a ampliação da atuação do Cineclube Sabotage no estado, além de promover a disseminação de práticas cineclubistas. Ainda pensando na ampliação da prática Cineclubista, foi criado o projeto O Cineclube Vem de Trem, outra ação do Cineclube Sabotage, executada no ano de 2016, e que busca levar o cinema a outros municípios mineiros e regiões sem contato com o cinema.

“Manter essa história é manter a comunidade do Taquaril com essa máquina de educação comunitária formando cidadãos de responsabilidade social, sem mais.” Júnio Marques (Rapper Blitz do Crime Verbal)

 A partir da experiência do Cineclube Sabotage e, sobretudo com a aprovação da nova Lei 13.006 de 2014, que regulamenta a exibição de filmes nacionais como componente curricular complementar nas escolas, a Oficina de Imagens entende que a criação deste espaço pode contribuir para potencializar a comunicação entre experiências de cinema no campo da educação.

Dessa forma, este site pretende ser um espaço aberto, dinâmico e interativo, com compartilhamento das ações (seminários, encontros, palestras, eventos) relacionadas à prática cineclubista e ao cinema na educação. Pretende também contribuir para o diálogo e a conexão da rede cineclubista no Estado de Minas Gerais, por meio da divulgação de textos, sites e informações diversas sobre o assunto.